Mocidade homenageia cão Orelha em desfile com enredo sobre Rita Lee

Escola abre segunda noite na Sapucaí e inclui referência ao animal em alegoria dedicada à defesa da causa animal

A Mocidade Independente de Padre Miguel levou para a Marquês de Sapucaí uma referência ao cão Orelha durante o desfile que homenageou Rita Lee, na segunda noite de apresentações do Grupo Especial. A menção ao animal, que teve o caso repercutido nacionalmente após ser morto em Santa Catarina, apareceu em alegorias dedicadas à defesa da causa animal, tema associado à trajetória da cantora.

Na alegoria sobre o pet, cães caramelos surgem caracterizados com óculos escuros, em alusão ao estilo da cantora, e utilizam coleiras com o nome de Orelha. Placas também identificam o nome do animal.

Ao contextualizar a escolha, a escola destacou o posicionamento adotado por Rita Lee ao longo da vida. Segundo a agremiação, a artista passou a defender a causa animal após aderir ao veganismo, sendo “impossível não imaginar Rita profundamente revoltada e exigindo justiça” com o caso.

Além da Mocidade, também desfilam na mesma noite a Beija-Flor de Nilópolis, a Unidos do Viradouro e a Unidos da Tijuca.

Caso Orelha

A morte do cão comunitário Orelha, que vivia na Praia Brava, em Florianópolis (SC), virou assunto nacional nas últimas semanas por conta da forma brutal como o animal foi morto. Segundo a Polícia Civil de Santa Catarina (PCSC), o cachorro foi atacado na madrugada do dia 4 de janeiro. Laudos da Polícia Científica apontam que Orelha sofreu uma pancada contundente na cabeça, que pode ter sido por um chute ou algum objeto rígido. Ele não resistiu aos ferimentos e morreu em uma clínica veterinária. Com a velocidade das redes sociais, surgiram versões conflitantes sobre o que teria acontecido e como a investigação avançou.