Acusada de lavagem de dinheiro, influenciadora digital foi surpreendida pela polícia na maternidade

Danúbia de Souza Rangel, conhecida como “Xerifa da Rocinha” e ex-mulher do traficante Nem, do Rio de Janeiro, foi presa na tarde de sábado (5) acusada de lavagem de dinheiro. A prisão aconteceu momentos após Danúbia dar à luz uma menina, ainda na maternidade Perinatal, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio.
Ela permanecerá na maternidade sob custódia até receber alta. Em seguida, deverá ser encaminhada para a Cadeia Pública José Frederico Marques, em Benfica, zona norte, onde passará por audiência de custódia.
Danúbia era considerada foragida da Justiça. Ela coleciona um histórico de passagens pela prisão e até mesmo punições dentro da cadeia. A “xerifa” havia deixado o presídio pela última vez em janeiro de 2024 e, desde então, se dedicava à vida de influenciadora digital, divulgando principalmente procedimentos estéticos. Sua conta no Instagram reúne mais de 90 mil seguidores.
Ela se apresentava nas redes sociais como vaidosa e destemida. Exibia fotos grávida, joias e uma vida de luxo. E fez questão de informar que daria à luz uma menina na maternidade na Barra da Tijuca. Até ser surpreendida pela polícia.
Sua trajetória no crime começou após conhecer o traficante Nem da Rocinha. Antônio Francisco Bonfim Lopes foi chefe do tráfico de drogas na Rocinha. Ele foi preso em novembro de 2011.

Danúbia com Nem e com o atual noivo | Reprodução/redes sociais
Selfies na cadeia
Danúbia doi presa pela primeira vez em 2014, por associação ao tráfico. Em 2016, foi solta por decisão judicial. Em 2017 foi presa outra vez e condenada a 8 anos de prisão. Em março de 2022 foi punida dentro da prisão por tirar selfies na cela e publicar em redes sociais.
Em janeiro de 2024, após cumprir parte da pena, ela deixou o presídio em clima de festa, com direito a espumante.
Logo em seguida, criou um novo perfil nas redes e conquistou rapidamente mais de 50 mil seguidores.
A defesa de Danúbia informou que irá pedir a conversão da prisão em domiciliar, alegando o estado de saúde da cliente no pós-parto.