Medição acontece desde 1943; na sexta-feira, termômetros vão começar a cair com a chegada de uma frente fria e alerta para fortes temporais
A cidade de São Paulo deve registrar recorde histórico de temperatura, nesta quinta-feira (16). A marca vai ser a maior desde que o Instituto Nacional de Metereologia (Inmet) começou a fazer medição, em 1943. O recorde anterior foi atingido em 2014.
Por volta das 15h, os termômetros podem chegar a 38ºC. Em 17 de outubro de 2014, a marca registrada foi de 37,8ºC. No auge do calor, o tempo deve ficar seco, com a umidade relativa do ar atingindo 15%. No entanto, desde ontem a capital paulista e cidades do interior e litoral do estado registraram fortes chuvas, em alguns casos com a presença de granizos e ventania. Alguns moradores chegaram a ficar sem luz na capital. Em Ribeirão Preto, devido ao calor, uma tempestade de terra invadiu a cidade e assustou e impressionou os moradores.
O tempo quente provocou a formação de nuvens do tipo cumulonimbus que, consequentemente, causaram rajadas de ventos.
A Defesa Civil emitiu um alerta, na quarta-feira (15), para uma nova tempestade em todo o estado de São Paulo entre sexta-feira (17) e domingo (19). Segundo a previsão, há possibilidade de pancadas de chuva virem acompanhadas de raio e granizo, além de rajadas de vento de até 100 km/h, com potencial para a queda de árvores. O último temporal no estado, no último dia 3 de novembro, deixou oito mortes.
Onda de calor em todo o país
De acordo com o Inmet, a onda de calor atinge 15 estados e o Distrito Federal, ou seja, 2707 dos 5565 municípios brasileiras enfrentam o alerta máximo de calor emitido pelo Instituto na terça-feira (14). O fenômeno passa por toda a extensão dos estados de São Paulo, Minas Gerais, Espirito Santo, Rio de Janeiro, Mato Grosso, Goiás, Mato Grosso do Sul, Distrito Federal e Rondônia.
Rio de Janeiro, Cuiabá e Mato Grosso serão responsáveis pelos recordes de temperatura do país nesta quinta-feira, com 40ºC.