Maria Mariá, da Imperatriz Leopoldinense, falou sobre o caso nas redes sociais
A rainha de bateria da escola de samba Imperatriz Leopoldinense, campeã do carnaval do Rio de Janeiro em 2023, foi atacada por criminosos racistas nas redes sociais.
Maria Mariá, de 21 anos, desabafou contra os que confundem opinião com preconceito e ela, junto com a agremiação e advogados, afirmaram que tomarão as medidas cabíveis para identificar os racistas.
Os ataques ocorreram após Maria publicar um vídeo em um dos eventos na quadra da escola. Nas imagens, a rainha aparece de longas tranças, sambando e evoluindo ao lado dos ritmistas da bateria. A situação atiçou os criminosos racistas, que passaram a comentar sobre os cabelos da majestade.
Nas redes sociais, a rainha se manifestou sobre o caso. “Eu tô bem! O que me preocupa e entristece é a ideia. O pensamento é muito poderoso, principalmente quando se tem a intenção de ferir o próximo. Espero verdadeiramente que meu posicionamento fortaleça cada um de vocês! Somos e seremos sempre coletivos. O racismo é vertiginoso na nossa sociedade, infelizmente”, escreveu.
Maria ainda convidou aqueles que fizeram os comentários maldosos a irem à quadra da escola. “Seguirei sendo o meu melhor por nós! Ainda que cansada, sei a representação que carrego. Tô rodeada de amor e carinho”, disse a rainha, jovem negra, graduanda em comunicação social e lutadora de taekwondo.
A rainha denunciou o caso, ocorrido no último sábado (23) e vai formalizar a situação nesta semana, já que ao ir à delegacia na terça-feira (26), o expediente estava próximo do fim. A Imperatriz Leopoldinense, em nota, repudiou os ataques: “A luta para exorcizar este modo criminoso de agir e pensar é fundamental para a construção de uma sociedade mais justa e democrática”.