Amiga de vítima flagrou estudante de quiropraxia fazendo filmagem no local reservado
Um estudante de medicina, de 20 anos, foi preso na noite de quinta-feira (15) após ser flagrado filmando colegas no banheiro da Universidade Anhembi Morumbi, instituição de ensino particular localizada no Brás, zona leste de São Paulo (SP).
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Um bombeiro civil da universidade efetuou a prisão do assediador, identificado como Gabriel Valareto, dentro da universidade. A amiga de uma estudante do curso de medicina veterinária percebeu quando a jovem era filmada e, ao ver a situação, saiu gritando pelos corredores. A PM foi acionada e levou o estudante à delegacia, bem como testemunhas e parentes das vítimas.
Segundo a jovem, a câmera estava atrás do vaso sanitário, por baixo de outra cabine, quando flagrou o assediador fazendo a gravação. As duas bloquearam o homem dentro do banheiro para que não saísse. Em outro relato, as vítimas suspeitam que o estudante estaria no local “há muito tempo, parado, o dia inteiro”.

O aparelho usado pelo suspeito foi apreendido, com várias imagens de mulheres filmadas criminalmente pelo assediador, indicando que o crime seja cometido há bastante tempo. Valareto vai passar por audiência de custódia. No boletim de ocorrência, o rapaz confirmou que fez as filmagens no banheiro coletivo, localizado no sexto andar da universidade.
No documento, uma das jovens segurava a porta, que estava sem tranca, para que a outra usasse o local reservado. Aparentemente, não havia ninguém no banheiro além delas. Foi quando uma delas reparou que tinha alguém na cabine ao lado fazendo as filmagens, colocando o celular por baixo da divisória. Ao ser flagrado, tentou esconder as partes íntimas.
Em nota, a Universidade Anhembi Morumbi lamentou “o caso relatado em nossas dependências” e repudiou a ocorrência, se solidarizando com a vítima, a quem “tem prestado toda a assistência necessária para que ela possa se restabelecer o mais rápido possível”.
“Como instituição de ensino, atuamos na promoção da formação crítica, cidadã e consciente da comunidade acadêmica, formando não apenas profissionais, mas indivíduos em sua integralidade e, por esse motivo, repudiamos toda e qualquer conduta contrária às normas legais e da própria Instituição”, acrescentou.
A universidade afirmou que está “adotando as providências cabíveis, tanto internamente, quanto junto às autoridades competentes e continuaremos atuando para a solução do caso, estando, inclusive, à disposição para contribuir com a apuração dos fatos”.